domingo, 30 de novembro de 2008

O PIANO

Desejando encorajar o progresso de seu jovem filho ao piano, uma mãe levou seu pequeno filho a um concerto de Paderewski. Depois de sentarem, a mãe viu uma amiga na platéia e foi até ela para saudá-la. Tomando a oportunidade para explorar as maravilhas do teatro, o pequeno menino se levantou e eventualmente suas explorações o levaram a uma porta onde estava escrito: "PROIBIDA A ENTRADA". Quando as luzes abaixaram e o concerto estava prestes a começar, a mãe retornou ao seu lugar e descobriu que seu filho não estava lá. De repente, as cortinas se abriram e as luzes caíram sobre um impressionante piano Steinway no centro do palco. Horrorizada, a mãe viu seu filho sentado ao teclado, inocentemente catando as notas de "Cai, cai, balão". Naquele momento, o grande mestre de piano fez sua entrada, rapidamente foi ao piano, e sussurrou no ouvido do menino: - " Não pare, continue tocando ". Então, debruçando, Paderewski estendeu sua mão esquerda e começou a preencher a parte do baixo. Logo, colocou sua mão direita ao redor do menino e acrescentou um belo acompanhamento de melodia. Juntos, o velho mestre e o jovem noviço transformaram uma situação embaraçosa em uma experiência maravilhosamente criativa. O público estava perplexo. É assim que as coisas são com Deus. O que podemos conseguir por conta própria mal vale mencionar. Fazemos o melhor possível, mas os resultados não são exatamente como uma música graciosamente fluida. Mas, com as mãos do Mestre, as obras de nossas vidas verdadeiramente podem ser lindas. Na próxima vez que você se determinar a realizar grandes feitos, ouça atentamente. Você pode ouvir a voz do Mestre, sussurrando em seu ouvido: - "Não pare, continue tocando". Sinta seus braços amorosos ao seu redor. Saiba que suas fortes mãos estão tocando o concerto de sua vida. Lembre-se, Deus não chama aqueles que são equipados.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

QUANDO A SAUDADE FALA MAIS AUTO

A saudade é algo que invade meu ser.
E faz nascer lágrimas.
É um sentimento que faz doer.
A saudade é uma emoção chata de se sentir,mas gostosa.
Porque é sentindo-a,que descobrimos as pessoas que realmente gostamos. E que fazem parte da nossa vida.
Faz doer,porque é como deixar um pedacinho seu existir distante.
Quando vêem as lágrimas,é como uma declaração do coração,dizendo o quanto você Quer aquele alguém pertinho de você.
O lado bom de sentir saudade,é a intensa felicidade que se sente ao rever seu pedacinho perdido.
Será então as lágrimas do Tempo,Transformadas em sorrisos de emoção.
Seu coração parece querer pular pra fora de tanta alegria,Seus olhos brilham,Seu corpo se transforma.
Em um ser maravilhosamente feliz.
A saudade é como um desafio,
Que desafia nossos sentimentos.
E como sempre o coração consegue suportar o Tempo,
Para mais tarde viver momentos de Completa Felicidade.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A VOZ DO SENHOR

Gerald N.Lund

Hoje eu gostaria de falar a vocês sobre um assunto da maior importância para toda pessoa aqui. É um assunto que é especialmente importante para vocês que são jovens e estão enfrentando algumas das decisões mais importantes da sua vida – missão, educação, carreira, casamento. O assunto é revelação pessoal, ou seja, ouvir a voz do Senhor.
Quando somos batizados e confirmados membros da Igreja, somos confirmados a receber o dom do Espírito Santo. Quando pensamos sobre isto, vemos que é um dom incrível. Imaginem receber um membro da deidade como nosso companheiro pessoal. Nós somos ensinados que a nossa missão na vida é “vir a Cristo e sermos aperfeiçoados nele” (Morôni 10:32). Mas isto não é uma coisa simples. A vida é complexa demais para que exista um livro de regras que cubra todo tipo de situação. Ao invés, o Senhor nos deu o Espírito Santo para servir como nosso professor, vigia, mentor, e guia.
Eu acredito que um dos desafios mais importantes da nossa provação mortal é aprender a ouvir, reconhecer, e depois seguir a voz do Senhor. Eu gostaria de repetir isto novamente: Um dos desafios mais importantes – se não o mais importante – para aprendermos como vir a Cristo e sermos aperfeiçoado nele são aprender a ouvir, reconhecer, e depois seguir a voz do Senhor.
Parte deste desafio é que existe algumas vezes confusão na mente de alguns sobre revelação pessoal. Outros têm perguntas importantes sobre como acontece ou sobre como ela é . Vocês já ouviram minhas declarações como esta: “Como posso saber se uma impressão é mesmo do Senhor ou se é somente minhas próprias emoções?” Ou “Eu nunca tenho experiências espirituais.” Ou “Eu orei várias vezes sobre este assunto. Porque o Senhor não está respondendo?”
Deixe – me dar um exemplo de como a área da revelação pessoal pode às vezes tornar-se confusa. Quando eu estava ensinando as classes do instituto de religião no sul da Califórnia, raramente houve um semestre que passou sem que eu tivesse uma experiência assim: Um dos meus alunos vinha até mim (geralmente uma moça) e contava que o rapaz que ela estava namorando (às vezes seriamente, às vezes casualmente) tinha recebido uma “revelação” de que eles deveriam se casar. Eu não peço que levantem as mãos àqueles dentre vocês aqui que já ouviram uma declaração semelhante, mas eu sei por experiência própria, que têm muitos. Carlfred Broderick, um renomado terapeuta de famílias SUD, classificou estas declarações como “revelações hormonais” (Carlfred Broderick, One Flesh, One heart: Putting Celestial Love into Your Temple Marriage / SLC: Deseret Book Company, 1986, p. 21)
A coisa mais interessante para mim é que a moça se sentia intimidada por tal declaração, achando que ela deveria aceitar a “vontade do Senhor” mesmo tendo achado a idéia um pouco desagradável. [Em alguns casos a idéia era bem desagradável.] Algumas chegaram a se chocarem um pouco quando eu expliquei abertamente que a não ser que elas recebessem uma confirmação individual do Senhor, elas não deveriam sentir-se pressionadas a aceitar o pedido do rapaz .
Hoje eu gostaria de falar a respeito de três perguntas sobre revelação pessoal:
1. Como é a voz do Senhor ?
2. Como posso distinguir entre revelação verdadeira e falsa?

3. O que posso fazer para aumentar minha capacidade de ouvir, reconhecer, e seguir a voz do Senhor?


Pergunta 1: Como é a voz do Senhor?

Existem duas escrituras em Doutrina e Convênios que são particularmente úteis para descrever como é a voz do Senhor e como ela trabalha com nós. A primeira está na seção 85, onde o Senhor diz: “Sim, assim diz a voz mansa e delicada, que sussurra e penetra através de todas as coisas” (D&C 85:6).
Observem as frases descritivas usadas aqui. A voz é mansa; é delicada. E ela sussurra . Quando analisamos bem tal descrição, torna-se evidente que ouvir a voz do Senhor tem desafios inerentes. Seria muito mais simples se o Senhor falasse com uma voz de trovão ou usasse um microfone com caixas de som de 80 megawatts de potência. Desta maneira não haveria dúvidas. Mas ele não faz assim. Ele sussurra. A sua voz é mansa e suave. O Elder Boyd K.Packer disse o seguinte sobre a natureza da voz do Senhor:
O Espírito não chama a nossa atenção gritando ou sacudindo-nos com uma mão pesada. Ao invés ele sussurra. Ele se manifesta tão gentilmente que se estivermos preocupados poderemos não senti-lo ...
Ocasionalmente ele insistirá firmemente o suficiente para darmos ouvidos. Mas na maioria das vezes, se não dermos ouvidos ao sentimento gentil, o Espírito partirá e esperará até que nós o busquemos para ouvi-lo. [Boyd
K.Packer, “The Candle of the Lord,” Ensing, January 1983, p.53]
A segunda escritura que nos fala sobre como é a voz do Senhor se encontra na seção 8 de Doutrina & Convênios, uma revelação dada através do Profeta Joseph Smith para Oliver Cowdery. Nesta seção o Senhor definiu o que é revelação e como ela vem: Sim, eis que eu falarei à tua mente e ao teu coração, pelo Espírito Santo, que virá sobre ti e habitará em teu coração.
Agora, eis que este é o espírito de revelação. [D&C 8:2-3] “A tua mente e ao teu coração” – pensem sobre isso por um momento. Se o Senhor fala à nossa mente, de que forma seria? Podemos provavelmente descrever a sua mensagem vindo a nós na forma de “pensamentos.” Se ele fala aos nossos corações, podemos descrever como “sentimentos.”
Pensamentos e sentimentos – estes são os meios mais comuns pelos quais o Senhor dá revelações pessoais a seus filhos. E por este mesmo motivo existe um outro desafio. Cada um de nós é uma fonte inesgotável de pensamentos e sentimentos. Todos os dias nossas mentes estão constantemente ocupadas com pensamentos, e nós estamos cheios de emoções diversas. No meio desta torrente de pensamento e sentimento, o Senhor de tempos em tempos insere um pensamento ou um sentimento que vem dele. Como sabemos a diferença? Revelação é raramente precedida pelo ribombar de um tambor ou por um anúncio do tipo “O pensamento ou sentimento a seguir virá do Senhor.”
Existe ainda uma outra coisa que precisamos observar quando falamos sobre como é a voz do Senhor. Tem a ver com revelação que não vem do Senhor. Vejam o que o Elder Packer disse sobre falsas revelações: Estejam sempre alerta para que não sejais enganados por inspiração proveniente de uma fonte imprópria. Vocês podem receber mensagens espirituais falsas.Existem espíritos enganadores assim como existem anjos enganadores...
A nossa parte espiritual e a nossa parte emocional estão tão fortemente ligadas que é possível confundir um impulso emocional por algo espiritual. Nós ocasionalmente encontramos pessoas que recebem o que eles assumem ser impressões de Deus, quando tais impressões são baseadas em emoções ou vem do adversário.[Packer, “Candle”, pp.55-56]
Se alguma coisa é falsificada, significa que ela imita o original tão bem que fica difícil distinguir qual é o verdadeiro e qual é o falso. O mesmo acontece com falsas revelações . Superficialmente pode parecer real. Pode parecer que vem do Senhor. Nós podemos até ter fortes sentimentos sobre o que recebemos. Mas só isso não é prova suficiente que a revelação veio do Senhor. Observem que o Presidente Packer nos adverte para que estejamos sempre alerta para não sermos enganados por nossas emoções ou por revelações vindas de uma fonte imprópria. Tal admoestação nos sugere que revelação falsa não é uma coisa tão rara.
Isto não deveria surpreendê-los tanto, deveria? Se vocês fossem Satanás e soubessem que revelação pessoal era absolutamente essencial para uma pessoa se esforçando para vir a Cristo, você não tentaria semear confusão e decepção sobre o assunto? Isto nos leva à nossa segunda pergunta.

Pergunta 2: Como posso distinguir entre revelação verdadeira e revelação falsa?

Revelação pessoal vem de muitas maneiras e formas diferentes. Pode variar de uma pessoa para outra , e portanto torna-se difícil estabelecer regras rígidas que cubram toda situação. Mas o Senhor não nos deixou sem orientação sobre este assunto. Através das escrituras e de declarações dos profetas modernos, nós encontramos princípios que nos ajudam a determinar como saber se a revelação vem do Senhor ou de alguma outra fonte. Eu gostaria de ressaltar cinco destas orientações ou princípios para vocês hoje. Existam outros, mas estes provaram ser especialmente útil para mim.

Principio 1: É o Senhor que determina todos os aspectos da revelação.

Por definição, revelação é a comunicação da mente e da vontade do Senhor com os seus filhos. Se vocês pensarem sobre isto por um momento, então vocês entenderão que revelação é sempre unidirecional. Vem somente de Deus para nós. Nós podemos nos comunicar com Deus através de um processo bidirecional, mas revelação sempre vem por uma só direção. Nós nunca revelamos nada para Deus.
Já que toda revelação vem do Senhor, então é compreensível que ele deva estabelecer todos os parâmetros da revelação. Tais parâmetros incluem (a) para quem a revelação é dada;(b) qual o conteúdo da revelação;(c) quando a revelação vem; e (d) de que forma a revelação é dada. Às vezes, com as melhores das intenções, nós inadvertidamente procuramos dizer ao Senhor como Ele deveria conduzir o seu trabalho. Podemos sentir uma urgência sobre um assunto e pressionar o Senhor para dar-nos uma resposta dentro de um certo prazo. Ou nós podemos desejar tão fortemente um tipo específico de manifestação, tal como uma forma dramática de revelação, que não nos contentamos com nada diferente. Podemos tentar dizer ao Senhor como resolver nossos problemas ou que resposta gostaríamos de receber. Mas estas escolhas não são nossas. Todos os aspectos da revelação são determinados pelo Senhor.
O Elder Packer advertiu – nos sobre tentar forçar coisas espirituais: Não é sábio lutar com revelações com tanta insistência a ponto de exigir respostas imediatas ou bênçãos a nosso gosto. Não podemos forçar coisas espirituais. Palavras tais como compelir, pressionar, constranger, exigir, não descrevem os nossos privilégios para com o Espírito ... Podemos sim criar um clima para promover crescimento ...; mas não podemos forçar ou compelir ...[E então vem este aviso:]...Não tente forçar isto ou você abrirá o caminho para ser desviado. [Packer, “Candle,” p.53]
Observem que ele diz que podemos criar um clima que promove crescimento espiritual. Através de atos apropriados podemos influenciar o processo de revelação. Podemos estudar e orar, ocasionalmente podemos adicionar o jejum às nossas orações, podemos apresentar ao Senhor os nossos anseios, podemos guardar convênios sagrados – tudo isto ajudará a criar um clima favorável ao crescimento espiritual. Mas precisamos lembrar que quando tudo isto foi feito, depende do Senhor determinar quando a revelação vem, quando é dado, o que é revelado, e para quem .
Em conecção com o princípio que Deus determina todos os aspectos da revelação, eu gostaria de expor dois outros pontos. O profeta Jacó ensinou um princípio simples com estas palavras: “Portanto irmãos, não tenteis dar conselhos ao Senhor, mas sim, recebei conselhos de sua mão.” (Jacó 4:10). Pensem sobre isto por um momento. A sabedoria de Deus é infinitamente maior do que a nossa. Seu conhecimento é infinitamente mais completo. Quão tolos somos quando presumimos que podemos dizer como ele deve fazer o seu trabalho.
Existe também grande sabedoria no que alguns têm chamado o princípio do Gethsemane. Com o maior do merecimento e a mais profunda das súplicas, o Senhor pediu a seu Pai no Jardim do Gethsemane para remover a amarga taça do seu sacrifício que estava por vir. Mas o seu requerimento foi seguido imediatamente por estas profundas palavras: “Todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mateus 26:39). Isto deveria ser parte de toda oração que pronunciamos, todo pedido que fazemos ao Senhor. Nesta frase simples está a chave para desenvolvermos o desejo de deixar o Senhor decidir o que é melhor.

Principio 2: O conteúdo de uma revelação é mais importante do que a forma na qual ela vem.

Um outro erro que alguns de nós cometemos é desejar as formas mais dramáticas de revelação. Deus revela sua mente e vontade para os homens através de um amplo espectro de experiências. Estas podem variar desde as bem diretas às bem dramáticas: a aparição de seres divinos, visões abertas, fogo dos céus. Ou elas podem ser bem sutis: premonições silenciosas, pensamentos suaves, um sentimento de paz . Estes últimos exemplos são sem dúvida os mais comuns. Precisamos ser cuidadosos para não achar que somente as formas mais diretas de revelação são válidas. O Presidente Spencer W.Kimball alertou –nos contra essa tendência:
Até mesmo em nossos dias, muitas pessoas ... esperam que se haja revelação ela virá como uma manifestação tão estarrecedora a ponto de fazer tremer a terra ...
Arbustos queimando- se, montanhas esfumaçaram ..., os Cumorahs, e os Kirtlands foram realidades; mas foram também exceções. O mesmo volume de revelação que veio para Moisés e para Joseph vem para o nosso profeta atual de uma forma menos espetacular – através de impressões profundas, sem espetáculo ou glamour ou eventos dramáticos.
Sempre esperando o espetacular, muitos deixarão passar completamente desapercebido o fluxo constante de comunicação revelada. [Spencer W. Kimball, CR, Munich Germany Área Conference, 1973,pp76,77]
Nós precisamos aprender a nos contentar, não somente com o que o Senhor decide revelar-nos, mas também com a forma que ele escolhe para mandar –nos tal revelação. Como o Elder Packer advertiu, se tentarmos forçar para que uma manifestação espiritual seja de acordo com o nosso agrado, abriremos o caminho para sermos enganados.

A VOZ DO SENHOR - PARTE 2

Observem que ele diz que podemos criar um clima que promove crescimento espiritual. Através de atos apropriados podemos influenciar o processo de revelação. Podemos estudar e orar, ocasionalmente podemos adicionar o jejum às nossas orações, podemos apresentar ao Senhor os nossos anseios, podemos guardar convênios sagrados – tudo ajudará a criar um clima favorável ao crescimento espiritual. Mas precisamos lembrar que quando tudo isto foi feito, depende do Senhor determinar quando a revelação vem, quando é dado, o que é revelado, e para quem.
Em conecção com o princípio que Deus determina todos os aspectos da revelação, eu gostaria de expor dois outros pontos. O profeta Jacó ensinou um princípio simples com estas palavras : “Portanto irmãos, não tenteis dar conselhos ao Senhor, mas, sim, recebei conselhos de sua mão” (Jacó 4:10). Pensem sobre isto por um momento. A sabedoria de Deus é infinitamente maior do que a nossa. Seu conhecimento é infinitamente mais completo. Quão tolos somos quando presumimos que podemos dizer como ele deve fazer o seu trabalho.
Existe também grande sabedoria no que alguns têm chamado o princípio do Gethsemane. Com o maior do merecimento e a mais profunda das súplicas, o Senhor pediu a seu Pai no Jardim do Gethsemane para remover a amarga taça do seu sacrifício que estava por vir. Mas o seu requerimento foi seguido imediatamente por estas profundas palavras: “Todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mateus 26:39). Nesta frase simples está a chave para desenvolvermos o desejo de deixar o Senhor decidir o que é melhor.

Princípio 2 : O conteúdo de uma revelação é mais importante do que a forma na qual ela vem.

Um outro erro que alguns de nós cometemos é desejar as formas mais dramáticas de revelação. Deus revela sua mente e vontade para os homens através de um amplo espectro de experiências. Estas podem variar desde as bem diretas às bem dramáticas: a aparição de seres divinos, visões abertas, fogo dos céus. Ou elas podem ser bem sutis: premonições silenciosas, pensamentos suaves, um sentimento de paz. Estes últimos exemplos são sem dúvida os mais comuns. Precisamos ser cuidadosos para não achar que somente as formas mais diretas de revelação são válidas. O Presidente Spencer W. Kimball alertou-nos contra essa tendência:
Até mesmo em nossos dias, muitas pessoas ... esperam que se haja revelação ela virá como uma manifestação tão estarrecedora a ponto de fazer tremer a terra...
Arbustos queimando – se, montanhas esfumaçantes..., os Cumorahs, e os Kirtlands foram realidades; mas foram também exceções. O mesmo volume de revelação que veio para Moisés e para Joseph vem para o nosso profeta atual de uma forma menos espetacular – através de impressões profundas, sem espetáculo ou glamour ou eventos dramáticos.
Sempre esperando o espetacular, muitos deixarão passar completamente desapercebido o fluxo constante de comunicação revelada. [Spencer W. Kimball, CR, Munich Germany Área conference, 1973,pp.76-77]
Nós precisamos aprender a nos contentar, não somente com o que o Senhor decide revelar-nos, mas também com a forma que ele escolhe para mandar –nos tal revelação. Como o Elder Packer advertiu, se tentarmos forçar para que uma manifestação espiritual seja de acordo com o nosso agrado, abriremos o caminho para sermos enganados.

Princípio 3: Revelações verdadeiras não são contrárias aos princípios do evangelho e nem entram em contradição com procedimentos da Igreja.

Este principio parece auto- evidente e de menção desnecessária, mas constantemente nós ouvimos sobre casos onde o princípio é violado. Estórias sensacionalistas ou rumores desatinados se espalham pela Igreja como fogo. Alguns chegam a ser ridículo, mas ainda assim existem aqueles que acreditam neles. Por exemplo, existe uma estória que tem sido contada há muito tempo sobre um andarilho supostamente acolhido por membros da Igreja. À medida que eles dirigem, o andarilho diz-lhes que se eles não têm armazenamento de comida agora, então é tarde demais. Aí ele desaparece misteriosamente do carro. Vocês pensariam que todos seriam cépticos sobre tal estória, mas sempre existem alguns que acreditam. Em um outro caso, uma pessoa predisse que o grande terremoto predito nas escrituras estava para atingir Utah. Por meses ele foi um orador bem requisitado em devocionais em Utah, e fitas do seu discurso foram amplamente distribuídas. Vocês se lembram de algum terremoto forte em Utah nos últimos anos ? Nem eu. Um outro homem calculou o dia exato que Cristo virá, e isto também se espalhou pela Igreja como uma sensação. As escrituras dizem que nenhum homem, nem os anjos do céu sabem o dia ou a hora da sua vinda (Mateus 24:36). Como fica aquele homem, de acordo com esta escritura? E porque não somos sábios o suficiente para ver a contradição? A citação a seguir é o que o Presidente Harold B.Lee disse sobre o assunto: Eu nunca deixo de admirar ao ver quão ingênuos alguns membros da Igreja são em contar estórias sensacionalistas, ou sonhos, ou visões, ou bênçãos patriarcais, ou citações, ou supostos trechos de diários pessoais de algumas pessoas...
...Nós descobrimos que tais coisas estão fazendo parte das reuniões da Sociedade de Socorro, do Quorum de elderes , serões, institutos, e seminários. Irmãos do sacerdócio, vocês que são defensores da fé,... parem de promover o trabalho do diabo... pois são obras de Satanás. [Harold B.Lee, CR, April 1970, pp. 55-56; ênfase acrescentada].
A linguagem usada nesta citação é forte e clara sobre o assunto: Quando visões, sonhos, línguas, profecias, impressões ou quaisquer outros dons extraordinários ou inspiração entram em desarmonia com as revelações aceitas na Igreja ou são contrárias às decisões das autoridades constituídas, os Santos dos Últimos Dias deveriam saber que não vem de Deus, não importando quão plausíveis possam parecer... Qualquer coisa em desacordo com aquilo que vem de Deus através do Presidente da Igreja não é para ser recebida como confiável ou possuindo qualquer autoridade. [“A Warning Voice,” August 1993, em Mensagens da Primeira Presidência, comp.James R. Clark (Salt Lake City: Bookcraft, 1970), 4:285, as cited by Harold B. Lee, CR, April 1970,p.55, ênfase acrescentado]
Foi claro o suficiente? Se o Senhor quiser nos avisar sobre a importância do armazenamento doméstico, ele não o fará através de um andarilho. Se vocês precisarem ser avisados de um terremoto, vocês não obterão esta notícia de uma fita cassete dado por um vizinho. Sejam os sábios, irmãos e irmãs. Quando tiver uma nova doutrina ou novos procedimentos para serem revelados, vocês os receberão de uma destas três formas:
a) Os lideres da Igreja farão um anúncio através de declarações e pronunciamentos oficiais à imprensa.
b) Será anunciado através do Churc News, the Ensign (A Liahona), ou outros órgãos oficiais da Igreja.
c) Será anunciado em conferência geral pelas autoridades constituídas.
Caso contrário nós devemos ser cautelosos em aceitá-los para nós mesmos e também não devemos compartilhá-los com os outros.

Principio 4 : O Senhor quer que usemos nosso livre- arbítrio e desenvolvamos autoconfiança espiritual.

De certa forma este principio pode, à primeira vista, parecer um paradoxo. Não há dúvida no fato de conselho, e direção. Por outro lado,as escrituras e os profetas nos advertem sobre termos que
ser dirigido em todos os aspectos da vida. De vez em quando encontramos pessoas que acham que ser “espiritual” significa que o Senhor irá inspirar ou confirmar todos os seus atos. Tudo que fazem é atribuído ao espírito. Em alguns casos eles submetem mesmo a mais trivial das questões ao Senhor para confirmação. Quando um jovem universitários muitos anos atrás, eu lembro de um professor ter falado algo assim: “Se você estiver vivendo pelo espírito, você saberá até mesmo que marca de pasta de dente comprar.” Eu fiquei muito impressionado na ocasião e desejei que algum dia eu pudesse alcançar aquele nível de “espiritualidade”. Hoje tenho um entendimento diferente do assunto.
As seguintes palavras lhes são familiares? Pois eis que não é próprio que em todas as coisas eu mande; pois o que é compelido em todas as coisas é servo indolente e não sábio; portanto, não será recompensado. [D& C 58:26]
Vocês deveriam estar familiarizados com tais palavras. Elas vêm do Senhor. Parece-me que se eu pedir ajuda espiritual para decidir comprar Kolynos ou Colgate, eu corro o risco de tornar-me indolente, e não sábio. Nós sabemos pelas escrituras que existem algumas coisas que não interessam para o Senhor, as quais ele deixa a escolha a nosso critério. Tem muitos lugares em Doutrina e Convênios onde vocês encontrarão esta frase: “não Me importa a mim” (ver, por exemplo, D&C 60:5, 61:22, 63:40). Está claro então que o Senhor não espera que nós busquemos ajuda em toda questão trivial. Como Presidente da BYU, o Elder Dallin H. Oaks falou sobre este assunto: É improvável que o Espírito do Senhor dê – nos revelação em assuntos que sejam triviais. Uma vez eu ouvi uma jovem, em uma reunião de testemunhos, elogiar a espiritualidade do seu marido, dizendo que ele submetia todo assunto ao Senhor. Ela contou como ele a acompanhava para fazer compras e não escolhia nem mesmo marcas diferentes de legumes enlatados sem fazer da escolha uma questão de oração. Isto me parece muito impróprio.[Dallin H.Oaks, “Revelation” BYU 1981-82 Fireside and Devotional Speeches (Provo: Brigham Young University, 1982), p.26]
Acertar o equilíbrio entre confiança no Senhor e autoconfiança espiritual é um assunto delicado, mas é bem claro que o Senhor não quer que sejamos autômatos espirituais que têm medo de moverem-se se não lhes disserem o que fazer.

Princípio 5: A uma pessoa não é dada revelação para dirigir uma outra pessoa a não ser que tenha responsabilidades familiares ou do Sacerdócio por ela.

Há algum tempo atrás eu falei em uma palestra do programa “Conheça a Sua Religião” em uma outra parte do País. O assunto era o mesmo de hoje. Depois que terminei, uma irmã veio até mim e disse-me que ela tinha vindo somente em busca de um amigo. Aí ela me contou o motivo. Ela e o marido não conseguiam ter filhos por muitos nos depois que casaram. Finalmente ela engravidou e eles ficaram ansiosos para se tornarem pais. Pouco tempo antes do tempo previsto para a criança nascer, ela começou a ter terríveis contrações e hemorragias. O marido levou-a para o hospital a tempo de salvar a sua vida, mas não a tempo de salvar o bebê. Vocês podem imaginar como eles ficaram desolados.
Mais ou menos uma semana depois do funeral, uma irmã da ala foi visitá-la. Esta vizinha falou-lhe que havia tido um sonho na noite anterior no qual lhe tinha sido revelado que se o pai tivesse dado uma bênção do sacerdócio antes de levá-la para o hospital, o bebê teria sido salvo. “Foi quando eu parei de ir à igreja,” disse-me a irmã. “O meu marido é um portador digno do sacerdócio, mas tudo o que ele conseguiu pensar naquela noite foi salvar a minha vida. Eu concluí que se Deus tinha deixado o meu bebê morrer sob tais circunstâncias, eu não queria mais ter nada a ver com ele.” Ai ela me disse: “Mas aquilo que aquela irmã me disse não veio de Deus, não é ?” Eu balancei a cabeça e disse não.
O que levou –a àquela conclusão? Veio de duas citações que li naquela noite. Permita-me ler para vocês agora. A primeira foi extraída de uma declaração da Primeira Presidência: “Em assuntos seculares tanto quanto espirituais, os Santos poderão receber orientação Divina e revelação concernente a eles próprios, mas isto não lhe outorga autoridade para dirigir os outros” (“A Warning Voice,” pp.285-86; ênfase acrescentada).
A segunda citação vem do Elder Oaks: Nós deveríamos entender o que pode ser chamado do “principio da mordomia” na revelação. Somente o presidente da Igreja recebe revelação para dirigir toda a Igreja. Somente o presidente da estaca recebe revelação para dirigir sua estaca. A pessoa recebe revelação para a ala é o bispo... Indivíduos podem receber revelação para suas próprias vidas. Mas quando uma pessoa diz ter recebido revelação para outra pessoa fora da sua mordomia... vocês podem ter certeza que tal revelação não é do Senhor. [Oaks, “Revelation,” p 25; ênfase acrescentada]
Aquela jovem mãe começou então a chorar e disse: “Eu estou tão feliz por vindo esta noite. Era hora de eu voltar para o Senhor”. Eu tenho certeza que a irmã da Igreja e vizinha que a visitou estava bem intencionada. Eu tenho certeza que ela sentiu que o sonho era do Senhor. Mas tivesse ela entendido este princípio, ela teria sabido que não era de Deus porque ela não tinha o direito de dirigir a vida daquele casal.
Lembram-se daqueles casos de “revelação hormonal” que encontrei enquanto ensinava o instituto? Eu disse para os meus alunos que eles não tinham que aceitar supostas “revelações” de outros sobre casamento a não ser que recebessem confirmação individual para eles próprios. Porque eu me senti seguro o suficiente para fazer tal declaração? Porque ela está dentro do mesmo principio de não receber revelação para dirigir uma pessoa sobre quem não temos nenhuma responsabilidade. A citação a seguir também é do Elder Oaks: Eu tenho ouvido sobre casos onde um jovem rapaz disse a uma moça que ela deveria se casar com ele porque ele havia recebido a revelação que ela deveria ser a sua companheira eterna. Se esta fosse uma revelação verdadeira, teria que ser confirmada diretamente para a moça se ela procurasse saber. Enquanto isso, ela não tem obrigação alguma de acreditar... Este jovem pode receber revelação para dirigir seus próprios atos, mas ele não pode receber revelação para dirigir a vida dela. Ela está fora da mordomia dele. [Oaks, “Revelation”, p.25; ênfase acrescentada]
Isto conclui os cinco princípios que podem servir como diretrizes no qual podemos julgar e medir os processos de revelação pessoal. Eles ajudam-nos a entender melhor como o Senhor trabalha com nós e ajudam-nos a avaliar quais as coisas que são verdadeiramente do Senhor e quais podem ser enganosas.
Chegamos agora na terceira, e quase que certamente, a mais importante das três perguntas.

Pergunta 3: O que posso fazer para aumentar minha habilidade para ouvir, reconhecer, e seguir a voz do Senhor?

Existem obviamente muitas respostas que poderiam ser dadas a esta pergunta: ser digno, procurar sinceramente o Senhor, orar sempre, seguir a liderança. Mas eu gostaria de responder de uma maneira um pouco diferente. Para isto, gostaria também de fazer uma pequena experiência com vocês. Apesar de sermos uma grande audiência, eu pediria silêncio absoluto por alguns instantes. Aí eu gostaria que vocês “escutassem “ o silêncio para ver o que conseguem ouvir. [Pausa] O que vocês ouviram? Puderam ouvir o zumbido do ar condicionado? Tem alguma coisa lá. Não sei se as luzes ou alguma outra coisa.
Vocês já ouviram aqueles sons antes? Porque não? Vocês entendem o principio agora? Se, como já foi dito, a voz do Senhor é mansa e delicada e sussurra, então se nossas vidas estiverem tumultuadas, será difícil ouvir. O Elder Henry B. Eyring fez a seguinte observação em seu livro publicado recentemente: O problema de vocês e o meu não é conseguir que Deus fale a nós: poucos de nós chegaram ao ponto onde Ele foi obrigado a se afastar de nós. O nosso problema é ouvir. [Henry B. Eyring, To Draw Closer to God [Salt Lake City: Deseret Book Company, 1997]; ênfase acrescentada]
Em nosso pequeno experimento, somente no silêncio foi que começamos a ouvir sons tênues e tranqüilos. No entanto eles estavam presentes durante todo o tempo. Outros sons nos cobrem, mascaram, ou distraem daqueles sons mais suaves. Se a voz do Senhor é mansa, suave, e sussurra a nós, então precisamos encontrar maneiras de reduzir o barulho interior em nossas vidas e criar momentos de tranqüilidade e sossego interior.
Existem muitas fontes de barulho interior. Algumas são evidentes. O pecado é certamente uma das principais fontes de “barulho” espiritual. O efeito é semelhante ao que barulhos altos e prolongados causam aos nervos auditórios. Perda de audição permanente pode resultar. Eu acredito que foi isto que Paulo queria dizer quando ele falou a Timóteo sobre “cauterizar a própria consciência” (1Timóteo 4:2). Significa que tornamo-nos insensíveis. O pecado rapidamente prejudica grandemente nossa sensibilidade espiritual. Ele pode gerar um barulho interior tremendo.
Ira e disputas são uma das maiores fontes de barulho interior. Lembram-se da estória do Profeta Joseph Smith durante os dias que estava traduzindo o Livro de Mórmon? Foi relatado que um dia o Profeta foi até a sala para traduzir mas não conseguiu. Ele depois admitiu que havia trocado algumas palavras ásperas com Emma. Ele pediu licença e foi fazer as pazes com a sua esposa. Depois de um tempo ele retornou e disse que estava pronto para prosseguir.
Outras fontes de barulho interior não são necessariamente ruins por si próprias. Cansaço físico, tensão, apatia, e preocupação podem criar outros barulhos interiores. Até mesmo barulhos externos podem depreciar-nos da tranqüilidade interior. O barulho é algo endêmico na nossa sociedade.
Vivemos confinados em meio a muito barulho externo. Nós ouvimos música em nossas casas e carros, assistimos televisão enquanto estudamos, e até mesmo compramos toca fitas e aparelhos de CD portáteis a fim de poder carregar conosco estes portadores de barulho quando fazemos Cooper ou caminhamos. Não que seja uma coisa ruim, mas é que muitas vezes pode interferir com os sussurros suaves que o Senhor nos dá. Uma certa pessoa fez a observação de antes que uma revelação fosse dada algumas pessoas, tinham que ter algo assim antes: “Nós interrompemos esta transmissão para trazer a você a seguinte mensagem.”
Irreverência é uma fonte de barulho interior. O Elder Boyd k. Packer falou o seguinte em um discurso de conferência: A irreverência é ideal para os propósitos do adversário porque ela obstrui os canais delicados da revelação tanto na mente quanto no espírito...
Os lideres muitas vezes se perguntam porque tantos membros ativos encontram-se em determinada condição na vida. Poderia ser porque eles não sentem o que precisam sentir porque as nossas reuniões são menos que poderiam ser espiritualmente?... Os líderes deveriam ensinar que a reverência convida a revelação. [Boyd K. Packer, “Reverence Invites Revelation,” Ensign, November 1991, p.22]
Permitam –me mencionar uma outra fonte comum de grande barulho interior, freqüentemente encontrado entre membros fiéis e obedientes. É o que o Elder Eyring em uma outra ocasião descreveu como “ter as expectativas muito altas.” Quando desejamos algo desesperadamente, cria-se uma grande confusão de emoções dentro de nós. E altas emoções podem mascarar ou cobrir manifestações espirituais.
Até mesmo quando a coisa que desejamos é boa – como por exemplo querer ajuda para um membro da família que está doente – nossos “desejos” podem ser tão altos que tornamo-nos relutantes ou incapazes de ouvir a vontade do Senhor sobre o assunto.
Resumindo, se a voz do Senhor é mansa, suave, e sussurra, deveríamos surpreender-nos que o seu conselho seja “Sossegai e sabei que Eu sou Deus” (D&C 101:16; ênfase acrescentada). Podemos aprender a ouvir a voz mansa e delicada somente à medida que somos sossegados, tranqüilos.
Felizmente, as escrituras e os profetas e os profetas nos ensinam como reduzir o barulho interior e criar momentos de silêncio e reverência. As seguintes idéias não serão nenhuma surpresa ou novidade para vocês, mas são de grande importância. Eu listarei somente umas poucas.
Ler e estudar a palavra de Deus é uma excelente fonte de tranqüilidade interior. Existe muito aqui que já entendem este principio. A vida deixou –os aborrecidos ou feridos. Por dentro vocês sentem-se como um caldeirão fervente e borbulhante de ansiedade e inquietação. Aí então vocês voltam-se para as escrituras. Quase que imediatamente vocês sentem as coisas começando a mudar. A borbulhação pára, a agitação dissipa-se, e paz vem para tomar o seu lugar. Eu mesmo experimentei isso muitas vezes em minha própria vida.
A oração é uma fonte de paz e serenidade interiores. Eu não estou falando de orações feita por obrigação do tipo “eu –tenho-que-fazer-o-meu-dever”. Eu falo de orações que são cheias de sinceridade. Eu falo de orações que fazemos quando o coração se enche de gratidão pelos incontáveis dons que Deus nos dá. Falo de orações que são consistentes, submissas à vontade de Deus.
Se a irreverência é uma excelente fonte de chiado, então nós podemos deliberadamente esforçar-nos para aumentar nossa reverência pessoal. Na reunião sacramental nós podemos sentar reverentemente e preparar-nos para os convênios que ali faremos. Podemos cantar os hinos prestando atenção nas palavras para que elas se tornem uma oração a Deus. Podemos dirigir nossa atenção ao que o orador está falando e tentar entender como os princípios sendo ensinados aplicam-se a nós.
Existe uma coisa bem simples, mas que é também uma das maneiras mais eficientes de sintonizar nossa audição interior para coisas espirituais. No convênio do sacramento nós testemunhamos para Deus que estamos dispostos a fazer três coisas. Uma delas, “recordá-Lo sempre”, é repetida nas duas orações sacramentais. Se guardarmos este convênio, o que Deus nos promete? Ter sempre consigo o seu espírito (ver D&C 20:77,79). Que promessa! Permita-me dar-vos um exemplo rápido de como aquela simples promessa pode trazer muita paz interior e tranqüilidade.
Uma grande fonte de barulho em nossa sociedade é dirigir em rodovias, um desafio que gerações anteriores não tiveram que enfrentar. Em Utah, no momento, isto tem particularmente acontecido. Depois de uma meia hora ou mais na rodovia, sentimos ira e frustração, irritação e impaciência. Alguns experimentam até mesmo fúria. Quando finalmente chegamos em nossos destinos estamos encolerizados ou estremecendo de medo. As próximas vezes que vocês entrarem em seus carros para dirigir em alguma rodovia, tentem a seguinte experiência. Parem por um momento e ofereçam esta pequena oração: “Ajude-me a lembrar do Salvador à medida que dirijo hoje. Ajude-me a tentar agir como ele agiria. Quando aquela pessoa na minha frente estiver falando no seu celular e não prestando atenção no trânsito, ajude-me a não dizer nada que o Salvador não diria.” Eu sugiro que isto não irá somente reduzir o barulho interior em vocês como também trar-vos-á a promessa do Senhor: “para que possam ter sempre consigo o seu espírito.”
Por último, uma das coisas mais importantes que vocês podem fazer quando estiverem procurando reduzir o barulho interior nas suas vidas é tirar tempo para ponderar e refletir. Fujam da correria da vida. Encontrem um lugar calmo e tire um tempo para simplesmente sentar e pensar, ouvir seus pensamentos e sentimentos, abrir-se para as impressões do Espírito. Observem o que os seguintes profetas disseram que estavam fazendo antes de receber importantes revelações. Néfi “Enquanto refletia” (1Néfi 11:1).
Joseph Smith e Sidney Rigdon: “E enquanto meditávamos sobre essas coisas” (D& C 76:19). Joseph F.Smith: “Sentei-me em meu escritório, ponderando sobre as escrituras; e refletindo” (D&C 138:1-2). Joseph Smith: “Minha mente se viu sujeita a sérias reflexões... refleti repetidas vezes sobre ela [sobre as palavras de Tiago”] (JS-H 1:8,12).
Às vezes precisamos deliberadamente deixar de lado as preocupações mundanas e a correria da nossa vida diária para encontrar um lugar tranqüilo e um momento de sossego onde podemos sentar e ponderar e refletir e meditar – e ouvir aquela voz mansa e suave que sussurra. Parte daquele tempo ponderandoserá para passar por cima dos seus próprios desejos. Vocês lembram-se –ão que não é adequado aconselhar o Senhor ou tentar dizê-lo o que é melhor para vocês. Vocês conscientemente lembrar-se-ão do principio do Gethsemane mencionado anteriormente e submeterão as suas vontades à dele.

Conclusão:

Repetirei agora o que já disse no começo: Um dos desafios mais importantes – se não o mais importante – para aprendermos como vir a Cristo e sermos aperfeiçoados nele são aprender a ouvir, reconhecer, e depois seguir a voz do Senhor. Felizmente o Senhor deu-nos este quase incompreensível dom do Espírito Santo – um membro da Deidade – para ser nosso companheiro constante e guia espiritual. Se aprendermos a distinguir a voz do Senhor das muitas outras vozes e sons que infestam nossas vidas, as promessas serão incrivelmente grandiosas. Eu citarei somente uma delas: Pois assim diz o Senhor – Eu, o Senhor, sou misericordioso e afável para com aqueles que Me temem, e Me deleito em honrar aqueles que Me servem em retidão e verdade até o fim.
Grande será a sua recompensa e eterna a sua gloria.[D&C 76:5-(6)].
Às realidades desta promessa eu acrescento meu próprio testemunho, tendo experimentado em algum grau as bênçãos que foram prometidas, e disto eu testifico em nome de Jesus Cristo. Amém.

O PILOTO

Ele observou o menino sozinho na sala de espera do aeroporto aguardando seu vôo. Quando o embarque começou, ele foi colocado na frente da fila para entrar e encontrar seu assento antes dos adultos. Quando Ogilvie entrou no avião, viu que o menino estava sentado ao lado de sua poltrona. O menino foi cortês quando Ogilvie puxou conversa com ele e, em seguida, começou a passar tempo colorindo um livro. Ele não demonstrava ansiedade ou preocupação com o vôo enquanto as preparações para a decolagem estava sendo feitas. Durante o vôo, o avião entrou numa tempestade ,muito forte, o que fez que ele balançasse como uma pena ao vento. A turbulência e as sacudidas bruscas assustaram alguns dos passageiros, mas o menino parecia encarar tudo com a maior naturalidade. Uma das passageiras, sentada do outro lado do corredor ficou preocupada com aquilo tudo, e perguntou ao menino:- Você não está com medo?- Não senhora, não tenho medo, ele respondeu, levantando os olhos rapidamente de seu livro de colorir.Meu pai é o piloto.Existem situações em nossa vida que lembram um avião passando por uma forte tempestade. Por mais que tentemos, não conseguimos nos sentir em terra firme. Temos a sensação de que estamos pendurados no ar sem nada a nos sustentar, a nos segurar, em que nos apoiarmos, e que nos sirva de socorro. No meio da tempestade, podemos nos lembrar de que nosso “PAI É O PILOTO” ·Apesar das circunstâncias, nossa vida está nas mãos do Deus que criou o céu e a terra. Ele está no controle, por isso não há o que temer. Se um medo inconsolável tomar hoje conta do seu ser, diga: “MEU PAI É O PILOTO, NÃO TEMEREI MAL ALGUM!” · “NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL....SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA...” ·

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A NOSSA LÍNGUA PODE SER O MAIOR INSTRUMENTO DE DERROTA EM NOSSAS VIDAS


Salmo 34:13,nos diz: “Guarda a tua língua do mal,e os teus lábios de falarem o engano”.

Eclesiastes 5:4-6;

I Pedro 3:10

Quem de nós quer ver dias felizes?
Refrei a tua língua do mal e os teus lábios de falarem o engano.
Não provoque danos,dolos.Aparta-te do mal e fazem o bem,busque a paz e segue-a.(Salmos 34:14).Não acuse sem provas.
Porque “os olhos do Senhor estão sobre os justos,e os seus ouvidos atentos ao seu clamor”.(Salmos 34:15).
A pessoa pode estar pensando:Ah! mas você está amaldiçoando alguém.
“A face do Senhor está contra os que fazem o mal,para desarraigar da terra a memória deles”.(Salmos 34:16).
É a Bíblia que está falando não sou eu.
Efésios 4:29;31 ,Isto quer dizer para promover,edificar.Muitos podem dizer:não mas essa pessoa preparou esse discurso para mim ou para outro irmão.Não essa palavra serve para mim também para eu parar de ser arrogante ,egoísta,achar que eu sou melhor que todo mundo e que meu orgulho é maior que o mundo.
Jesus não nos ensinou:Abra a tua boca e promova divisão,calúnias,tristezas e angústias nos corações de nossos irmãos.
O que sai da minha boca pode entristecer o Espírito Santo.
Sejamos benignos,bons,misericordiosos (Mateus 12:36).
Tito 3:2;
Transformem as suas derrotas em vitórias!.
A minha língua precisa estar debaixo do controle do Espírito Santo!
Satanás quer ganhar controle de nossas bocas,e se ele fizer isso,ele terá o controle de nossas emoções ,o controle de nossas almas,o controle de nossa fé,o controle de nossas vidas.
Mas se eu abro a boca na hora errada e da forma errada.Derrota!
Se eu abro a boca para espalhar discórdia e acusações contra alguém,derrota!
Hoje como igreja precisamos fechar essas brechas.Nós só fecharemos essas brechas se nós tivermos coragem para repreender todo aquele que chegar em você com conversa fiada.É repreender o erro ,e só assim estaremos longe dessa contaminação.
Enquanto você tiver esse senso de justiça carnal,onde nós temos que ser bonzinhos para com todo mundo,onde temos que parecer ser bons diante dos homens,mas diante de Deus o nosso filme está queimado.
Jesus disse aos seus discípulos:Qual foi o dia em que me reuni com vocês e disse vão lá e acabem com todo mundo!
Se nossos pensamentos estiverem ocupados com ódio ,amarguras,ciúmes,invejas e porfias,é exatamente o que sairá de nossas bocas.
Se deixarmos de fazer a vontade de Deus para fazermos vontade de nossa carne,nada de bom sairá de nós.A nossa carne é quem quer justiça.Mas Deus quer misericórdia.
Se nós somos instrumentos de Deus,então devemos fechar a nossa boca e fechar o nossos ouvidos.
As tuas palavras determinam o curso de sua vida.
Aquilo que eu digo e aquilo que eu falo é exatamente o que eu atraio.
Por um momento pare e pense nas circunstâncias que nós temos vivido.Quais são as necessidades que eu tenho?Quais são as necessidades de minha família e de minha casa?
Eu tenho declarado bênçãos ou maldições ,vitórias ou derrotas.O que eu estou declarando?
E quando falamos mal de alguém estamos trazendo maldição sobre nossas próprias cabeças.
Tito 3:1-11,portanto devemos ser pessoas irrepreensíveis,nos sujeitando a palavra de Deus,para que um dia possamos ser herdeiros e participantes do seu reino que foi fundado desde a fundação do mundo ao qual nos foi preparado,se formos fiéis e obedientes aos seus ensinamentos e praticar obras de retidão e viver em paz com todos os homens na terra,nos será atribuída à coroa eterna.Que a paz esteja com todos!