sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Exemplo de Paulo

Fl. 3.12-14··3 palavras que Paulo atenta nesse texto para sermos como Cristo:
··(1) ESQUECER.Vers.13• É tempo de esquecer o que se passou;• Não leve os acontecimentos de 2008 para o próximo ano e não permita que as coisas que ocorreram nesse ano amarrem o que Deus tem para o ano de 2009;• Algumas situações ficam na nossa memória, tire boas lições e o resto é preciso esquecer; O que ficou para trás ficou.• Às vezes trazemos coisas de ano em ano, mágoas, desilusões, ressentimentos, decepções...Mas Deus tem um novo tempo para nós, pois aqueles que estão em Cristo são novas criaturas, por isso aquilo que passou ,passou;• Se você ficar preso ao passado, isso determinará o seu futuro;• Tem pessoas que gostam de sofrer com lembranças, mas a palavra de Deus diz que você é uma nova pessoa, que Ele te fortalece, e por isso creia naquilo que Ele diz, que você é mais que vencedor!• Não remoer o que se fez ou o que se deixou de fazer, porque isso impede que você tome posse do novo que Deus tem para sua vida, e não sofra com sentimentos de culpa por coisas que aconteceram no passada e que continuam tirando sua paz, por que hoje, tudo isso ficará para trás e você terá o novo de Deus para sua vida;
··(2) PROSSEGUIRVers. 14• Paulo não ficou remoendo o tempo de tribulação, ele prosseguiu e é esse o exemplo que temos que seguir;• Satanás sabe o potencial que temos e por isso ele tenta amarrar as nossas vidas;• Gideão tinha um grande potencial, mas por determinada situação ele ficou malhando trigo no lagar ao invés de prosseguir,e isso muitas vezes acontece conosco, pois o diabo sabe do nosso potencial e ele nos coloca desanimado,com os projetos desfeitos e entristecidos, mas DEUS quer nos ver para frente, por isso é tempo de prosseguir,pois maiores são as razões para prosseguirmos do que as razões para voltarmos;• Aquele que coloca a mão no arado tem que continuar, por isso prossiga.• Não pare!Não desista!• As pessoas têm o costume de querer que Deus traga tudo nas mãos, mas você tem que ir atrás daquilo que Deus colocou na sua frente, persevere mais um dia,mais um mês, mais um ano , pois as bênçãos de Deus estão prontas a ser realizado na sua vida, basta perseverar;• Veja o exemplo de José, com tudo o que ele passou, com a traição dos seus irmãos, mesmo assim ele não parou, ele prosseguiu, foi para a prisão e mesmo assim não parou, na casa de Potifar foi novamente para a prisão, e mesmo assim não desistiu, ele prosseguiu, imagina se depois de tudo isso ele tivesse desistido?Ele não teria conseguido se tornar o grande homem em que se tornou;• Não desanime,não desista,prossiga!!Não olhe para circunstâncias, olhe para o alvo, Jesus!3) CONQUISTARVers. 12• Deus nos levantou para conquistar e Ele tem muitas conquistas para você nesse fim de ano, e também tem conquistas para o ano que vem, mas para alcançar as conquistas você tem que passar pelas lutas.• Você esta orando?Buscando? Jejuando? Então você irá conquistar!• Quem sabe você tem que conquistar sua esposa de novo?Ou seu esposo? Seu espaço no mercado de trabalho? Ou sua posição no reino espiritual, seu ministério?Não importa a área que precise de mudanças,o importante é conquistá-las;• As pessoas nos dias de hoje tem um desejo muito grande em saber previsões do futuro, temos exemplos na televisão, em novelas, pessoas lendo cartas e mãos, mas nós não precisamos saber o que o futuro nos garante, pois nós sabemos quem garante o nosso futuro!ESQUEÇA, PROSSIGA E CONQUISTE!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O Hino que Salvou Quatro Vidas!!

(Contada por Earl Marlatt)
Era o verão de 1916. Eu me encontrava em Rushville, Indiana, nos EUA, onde o coral real do País de Gales estava fazendo uma apresentação para a Associação Cultural Chautauqua, da cidade. Encerraram com o hino “Fica Comigo”, cantado por um quarteto, com um acompanhamento em tom mais baixo do coral, que participava intermitentemente com o quarteto. Esse final parecia estranho para uma apresentação musical numa noite de quarta-feira que incluíra músicas animadas em vez de música sacra. Fiquei surpreso e interessado na razão para isso. Procurei o diretor e perguntei-lhe por que optara por encerrar com um hino. “Nós sempre encerramos assim”, respondeu. “É praticamente um ritual”. Com a persistência de um jornalista, continuei perguntando até obter informação suficiente para poder redigir o meu artigo. “Estávamos cantando no navio Lusitânia”, disse ele, “quando ele foi bombardeado no Atlântico Norte. Vimos nas ondas o que nos pareceu uma cruz, e ouvimos uma explosão abafada. Poucos minutos depois o barco começou a inclinar. Percebemos o que estava acontecendo e decidimos agir imediatamente. Pelo fato de termos sido criado no litoral do País de Gales, éramos exímios nadadores. Então vestimos os cintos salva-vidas e tencionávamos pular do convés antes do navio afundar. Verificamos o nosso rumo detalhadamente. Nadaríamos por baixo d’água até onde conseguíssemos e nos encontraríamos longe do ponto de sucção, do redemoinho, que sabíamos o navio formaria ao afundar. “Encontramo-nos bem na hora. Quando subimos à tona, há alguns metros uns dos outros e olhamos para trás, vimos o Lusitânia ficar firme por um segundo e depois se curvar de uma forma terrível e barulhenta afundando no mar. Nadamos rapidamente sem parar. Surgiu diante de nós um bote avariado. Não prestava para nada, a não ser como ponto de apoio quando estávamos cansados de boiar ou de nos agitarmos para nos mantermos na superfície. Todos os barcos de resgate passaram de largo. O sol se pôs no local onde antes estivera o Lusitânia. A escuridão e o frio intenso chegaram subitamente. “Nossos dedos e logo depois nossos corpos começaram e ficar entorpecidos. Ficava cada vez mais difícil agarrarmo-nos ao bote estragado. No escuro e no silêncio do mar, perdemos toda a esperança de sermos resgatados e, desanimados, admitimos esse fato. Sendo cristãos, queríamos um sacramento naquela situação. Nenhum de nós sentia-se bem o suficiente para orar, mas sempre cantáramos — às vezes músicas sacras. Concordamos em cantar uma estrofe de um hino e depois deixarmo-nos afundar, juntos, no mar. Escolhemos ‘Fica Comigo’. “ Fica comigo, à noite e a escuridão são chegados; As trevas dominam; Senhor, fica ao meu lado. Sem ajuda e um consolo amigo, Ajuda dos indefesos; ó Cristo, fica comigo! “Quando terminamos esse verso ouvimos o som de um apito de navio. Nossas vozes foram carregadas pelo mar afora e chegaram a um pequeno navio de guerra que estava passando pelo local onde o Lusitânia naufragara. Ficamos animados e cantamos as outras estrofes. Guiados pela música do hino, a tripulação virou o navio na nossa direção, nos apanhou e levou em segurança à costa. “ Depois disso sentimos que o mínimo que podemos fazer é usar esse hino como uma ação de graças nos nossos concertos ““.

Estar amando

Estar amando é encontrar o sentido da vida.
É descobrir nos olhos um olhar verdadeiro que nos fita
É escutar de alguém a própria voz profundamente repetida
É surpreender nas mãos o calor da perfeita companhia
É suspeitar que pra sempre a solidão de nossa sombra,
esta vencida!
Mas se isso não acontece como queremos.... nos tornamos tristes
há um aperto dentro do coração... e a dor se torna a companheira
e para sempre a esperança de um dia o amor chegar para ficar...

Quando!!

Quando...
Eu sorria...
Meu sorriso era você
Quando eu cantava ...
Minha canção ... era você
Quando eu sonhava ....
Meu sonho ... era você...
Agora:
Não sei sorrir...
Não lembro como cantar
Não consigo chorar...
E meu pranto como tudo...
É você!..
Nada sou, nada tenho,
mas na profundeza do meu nada
Te desejo tudo!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Prece ao Pai Celestial

Pai, respiração da Vida, Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos! Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la úteis. Ajude-nos a seguir nosso caminho, Respirando apenas o sentimento que emana do Senhor. Nosso eu, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas. Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades. Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo. Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda, E nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento. Não nos deixe ser tomado pelo esquecimento de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza. Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.Que assim seja!!!

O gigante egoista -(Oscar Wide)


Todas as tardes, à saída da escola, as crianças estavam acostumadas a ir brincar no jardim do gigante. Era um jardim grande e muito bonito, coberto de grama verde e suave. Dispersas sobre a grama brilhavam belas flores como estrelas e havia uma dúzia de pessegueiros que, na primavera, cobriam-se de delicados botões rosáceos e, no outono, davam saborosos frutos. Os pássaros pousavam nas árvores e cantavam tão deliciosamente que as crianças interrompiam suas brincadeiras para escutá-los . -Que felizes somos aqui! - gritavam uns aos outros. Um dia o gigante regressou. Fora visitar seu amigo, o ogro de Cornualles, e permanecera com ele durante sete anos. Transcorridos sete anos, havia dito tudo o que tinha que dizer, pois era um homem parco em palavras e decidiu voltar para seu castelo. Ao chegar, viu as crianças brincando no jardim. -O que vocês estão fazendo aqui? - gritou-lhes com voz azeda e as crianças saíram correndo. -Meu jardim é meu jardim - disse o gigante. -Já chegou à hora de vocês entenderem isso e não vou permitir que ninguém além de mim brinque nele. Então construiu um alto muro ao redor do jardim e pôs o seguinte cartaz: Proibida a entrada. Os transgressores serão processados judicialmente. Era um gigante muito egoísta. As pobres crianças não tinham, então, onde brincar. Tentaram fazê-lo na estrada, mas a estrada estava cheia de poeira e de pedras pontiagudas e não gostaram. Acostumaram-se a vadiar de um lado para o outro, ao terminar os deveres da escola, ao redor do alto muro, para conversar sobre o lindo jardim que havia do outro lado. -Que felizes éramos ali! - diziam-se uns aos outros. Então chegou a primavera e o país todo se encheu de botões e passarinhos. Só no jardim do gigante egoísta continuava sendo inverno. Os pássaros não se preocupavam de cantar ali desde que não havia crianças e as árvores se esqueceram de florescer. Só uma bonita flor levantou a cabeça sobre o mato, mas quando viu o cartaz entristeceu-se tanto, pensando nas crianças, que se deixou cair outra vez na terra e adormeceu. Os únicos satisfeitos eram a Neve e o Gelo. -A primavera esqueceu-se deste jardim - gritavam. -Poderemos viver aqui durante o ano todo. A Neve cobriu a grama toda com seu manto branco e o gelo pintou de prata todas as árvores. Então convidaram o vento do Norte para passar uma temporada com eles, e o Vento aceitou. Chegou coberto de peles e uivava o dia todo pelo jardim, derrubando as capuchas das chaminés. -Este é um lugar delicioso - dizia. -Temos que dizer ao Granizo que venha nos visitar. E chegou o Granizo. Cada dia durante três horas tocava o tambor sobre o telhado do castelo, até que quebrou a maioria das telhas e então se pôs a dar voltas ao redor do jardim correndo o mais veloz que podia. Ia vestido de cinza e seu hálito era como o gelo. -Não posso compreender como a primavera demora tanto para chegar - dizia o gigante egoísta, ao olhar pela janela e ver seu jardim branco e frio. -Espero que este tempo mude! Mas a primavera não chegou e o verão também não. O outono deu dourados frutos a todos os jardins, mas ao jardim do gigante não lhe deu nenhum. -É egoísta demais - dizia. Assim sendo, sempre era inverno na casa do gigante e o Vento do Norte, o Gelo, o Granizo e a Neve dançavam entre as árvores. Uma manhã, o gigante ainda estava deitado, quando ouviu uma música deliciosa. Soava tão docemente aos seus ouvidos que ele pensou que seria o rei dos músicos que passava por ali. Na realidade era só um pintassilgo que cantava diante de sua janela, mas fazia tanto tempo que ele não ouvia um pássaro cantar no seu jardim, que lhe pareceu à música mais bonita do mundo. Então o Granizo deixou de dançar sobre sua cabeça, o Vento do Norte deixou de rugir, e um delicado perfume chegou até ele, através da janela aberta. -Acho que, finalmente, chegou à primavera - disse o gigante; e saltando da cama olhou para fora. O que foi que ele viu? Viu um espetáculo maravilhoso. Por uma fresta aberta no muro, as crianças tinham penetrado no jardim, tinham subido às arvores e estavam sentadas nos seus galhos. Em todas as árvores que estavam ao alcance de sua vista, havia uma criança. E as árvores se sentiam tão felizes de tornar a ter as crianças consigo, que se cobriram de botões e agitavam suavemente seus galhos sobre a cabeça das crianças . Os pássaros revoluteavam e conversavam com deleite e as flores riam erguendo a cabeça sobre a grama. Era uma cena maravilhosa. Só num cantinho continuava sendo inverno. Era o cantinho mais afastado do jardim e ali se encontrava um menino muito pequeno. Tão pequeno que não podia alcançar os galhos da árvore, e dava voltas ao seu redor chorando desconsolado. A pobre árvore continuava ainda coberta de gelo e neve e o Vento do Norte soprava e rugia a sua volta. -Suba, pequeno! Dizia-lhe a árvore e lhe esticava seus galhos bem abaixo o mais que podia; mas o menino era pequeno demais. O coração do gigante enterneceu-se ao contemplar aquele espetáculo. Que egoísta que eu fui - disse lá com seus botões. -Agora compreendo porque a primavera não veio até aqui. Vou colocar o menininho no alto da árvore, derrubarei o muro e meu jardim será o parque de recreio das crianças para sempre . Estava verdadeiramente arrependido pelo que tinha feito. Lançou-se escadas a baixo, abriu a porta principal com toda suavidade e saiu ao jardim. Mas as crianças ficaram tão assustadas quando o viram que fugiram correndo e no jardim voltou a ser inverno. Só o menininho não correu, pois seus olhos estavam tão cheios de lágrimas, que não viu o gigante chegar perto dele. E o gigante deslizou-se atrás dele, pegou-o carinhosamente no colo e colocou-o sobre a árvore. A árvore floresceu imediatamente, os pássaros se aproximaram e a criança estendeu os bracinhos, rodeou com eles o pescoço do gigante e beijou-o. Quando as outras crianças viram que o gigante já não era mau, voltaram correndo e a primavera voltou com eles. -De agora em diante, este é o jardim de vocês, minhas queridas crianças - disse o gigante, e pegando um grande machado derrubou o muro. E quando ao meio-dia passaram por ali pessoas que iam ao mercado, encontraram o gigante brincando com as crianças no jardim mais bonito que eles já tinham visto. Durante todo o dia estiveram brincando e ao entardecer foram se despedir do gigante. -Mas onde está o menininho, aquele que eu subi à árvore? - perguntou. Esta era a criança que o gigante mais gostava porque o havia beijado. -Não sabemos - responderam as crianças - foi-se embora. -Diga-lhe que venha amanhã sem falta - disse-lhes o gigante . Mas as crianças disseram que não sabiam onde ele morava e nunca tinham-no visto antes. O gigante ficou muito triste. Todas as tardes, quando terminavam as aulas, as crianças iam brincar com o gigante. Mas o menininho, de que o gigante tanto gostava, não apareceu nunca mais. O gigante era muito bom com todas as crianças mas sentia saudade daquele pequenininho e muitas vezes falava dele. -Como eu gostaria de vê-lo - costumava dizer. Transcorreram vários anos e o gigante envelheceu muito e cada vez estava mais débil. Já não podia participar das brincadeiras; sentado na sua grande poltrona via as crianças brincarem e admirava seu jardim. -Tenho muitas flores formosas - dizia - mas as crianças são as flores mais belas. Uma manhã invernal olhou pela janela, enquanto estava se vestindo. Já não detestava o inverno, pois sabia que o inverno não era mais que a primavera adormecida e o repouso das flores. De repente esfregou os olhos, atônito, e olhou e tornou a olhar. Verdadeiramente tratava-se de uma visão maravilhosa. No mais longínquo cantinho do jardim havia uma árvore totalmente coberta de lindos botões brancos. Seus galhos eram dourados, frutos de prata penduravam-se deles e debaixo, de pé, estava o menininho que ele tanto gostava. O gigante correu escadas a baixo com grande alegria e saiu ao jardim. Correu precipitadamente pela grama e chegou perto do menino. Quando estava perto dele, seu rosto ficou vermelho de raiva e exclamou: - Quem se atreveu a feri-lo? -Pois nas palmas das mãos do menino havia a marca de dois pregos, e a mesma coisa acontecia nos seus pezinhos. -Quem se atreveu a feri-lo? - gritou o gigante - Diga-me quem foi para que eu pegue minha espada e o mate. -Não - respondeu o menininho. Estas são feridas do amor. -Quem é você? - perguntou o gigante; e um estranho temor invadiu-o, fazendo-o cair de joelhos diante do pequeno. E o menino sorriu ao gigante e lhe disse: -Uma vez você me deixou brincar no seu jardim, hoje você virá comigo ao meu jardim, que é o Paraíso. E quando chegaram as crianças àquela tarde, encontraram o gigante deitado, morto, debaixo da árvore, todo coberto de botões brancos.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O Conselheiro e o Remador


Era uma vez dois amigos que foram criados juntos. Aprenderam a engatinhar, nadavam no rio, brincavam e faziam tudo o que todos os meninos pequenos faziam juntos. Com o tempo foram se distanciando, como acontece com os bons amigos ao saírem para a vida.
O primeiro conseguiu descobrir prazer em aprender. Assim, investia boa parte do seu tempo nessa atividade. Nos estudos, em qualquer outra coisa que se determinava aprender. Nas horas em que concentrar-se não parecia muito fácil, usava uma frase para se manter atento e no caminho certo: Se isto faz parte da minha vida, eu o farei muito bem-feito. Fixava-se nos seus propósitos fazendo, primeiro o que era preciso, para depois, fazer o que queria. Assim, era comum triunfar nos exames. Quer seja da escola ou da vida profissional.
O outro amigo resolveu que não era preciso dedicar-se com muito cuidado. Na escola passava, mas estudava pouco. Obedecia sempre sua voz interior. Fazia primeiro tudo o que queria e, depois, no pouco tempo que lhe sobrava, atropelava-se para fazer o que era preciso. Nos exames não tinha lá tanto sucesso. Não conseguia vencer seu impulso de atender, primeiro, o que o desejo pedia.
O reinado abriu concurso para prestadores de serviço ao Rei. Os dois amigos passaram. A sorte maior apareceu para o primeiro. Foi contratado como conselheiro do rei. O outro conseguiu serviço de remador no navio da realeza.
Um dia, o rei e todos os conselheiros reais embarcaram para uma viagem no mar. Falavam de negócios enquanto aproveitavam a brisa que soprava do mar. Mais próximo da popa, os remadores suavam para fazer o navio seguir adiante.
O remador, vendo o seu amigo de infância bem a vontade em companhia do rei, ficou abalado.
_ Olhe só aquele preguiçoso, deitado na sombra, enquanto eu aqui derretendo neste calor infernal, disse para si mesmo enquanto continuava a remar. _ Por que ele tem o direito de estar lá, e eu não? Afinal, não somos filhos de Deus?
Quanto mais pensava, mais furioso ficava.
Já anoitecia e o remador não se conteve e começou a resmungar para outro amigo remador que estava ao seu lado.
_ Olhe aqueles inúteis. Intitulam-se conselheiros estratégicos, mas só ficam à toa, jogando conversa fora. Por que é que nós temos que usar tanto para puxar a carcaça deles contra a maré? Isto não é justo! Eles deviam estar aqui, remando também. Afinal, não somos filhos de Deus?
Naquela noite, ancoraram para pernoitar. O remador foi acordado no meio da noite, por uma mão que lhe sacudia. Era o rei em pessoa.
_ Há um barulho esquisito vindo daquela direção, disse apontando para a terra. _ Não consigo dormir, imaginando o que seja. Por favor, vá lá e descubra.
O remador pulou do navio e subiu para o alto de um morro. Voltou pouco depois.
_ Não é nada, Majestade, disse. _ Alguns lenhadores estão cortando árvores, por isso tanto barulho na floresta.
_ Ah, sim, disse o rei. _ Quantos lenhadores?
O remador não tinha se dado o trabalho de olhar com mais cuidado. Correu de novo morro acima e voltou.
_ Vinte e um, majestade, disse. _ E que tipo de árvores estão cortando? Perguntou o rei.
Isso também o remador não tinha reparado. Voltou lá.
_ Pinheiro, majestade, disse o remador. _ Ah, e por que estão cortando as árvores? Perguntou o rei.
O remador correu lá mais uma vez.
_ Para vender, disse o remador. _ Ah, e quem é o dono das árvores? Perguntou o rei.
Mais uma vez o remador sobe o morro.
_ Disseram que é um homem muito rico, majestade, disse o remador, praticamente sem fôlego. _ Está bem, disse o rei – Venha comigo.
Foram até a proa do navio e o rei acordou o amigo de infância do remador.
_ Há um barulho esquisito lá em cima daquele morro, disse-lhe o rei. _ Vá lá e descubra o que é.
O conselheiro desapareceu rumo a terra e voltou pouco depois.
_ É uma equipe de lenhadores Majestade. _ Disse-lhe quanto são? Perguntou o rei
_ Vinte e um majestade, respondeu o conselheiro. _ Que tipo de árvores estão cortando? Perguntou o rei.
Pinheiro, respondeu o conselheiro. _ Por que estão cortando as árvores perguntou o rei?
_ Para negociarem, Majestade. O reflorestamento dos pinheiros é do prefeito do vilarejo. Ele realiza os cortes a cada dois anos. O corte é autorizado, ele mostrou-me o ofício. Ele pede desculpas por tê-lo incomodado e para recompensar aguarda-o para o café da manhã que será preparado especialmente para recebê-lo. Majestade são toras de 4 a 5 metros, excelentes para construir casas.
O rei olhou para o remador, e disse:
_ Eu ouvi seus resmungos hoje cedo _ disse o rei _ Sim, todos são filhos de Deus. Mas todos os filhos de Deus têm os seus trabalhos a executar. Precisei mandá-lo 4 vezes a terra para obter respostas. Meu conselheiro foi uma só vez. E é por isso que ele é o meu conselheiro estratégico, e você fica com os remos do navio..

Árvore dos meus amigos

Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho. Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro.
A todas elas chamamos de amigo. Há muitos tipos de amigos. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles. O primeiro que nasce do broto é a amiga mãe, o amigo pai. Mostram o que é ter vida. Depois vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós. Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e desejamos o bem.
Mas o destino nos apresenta outros amigos do peito, do coração. São sinceros, são verdadeiros. Sabem quando estamos bem, sabem o que nos faz feliz...
Às vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e então é chamado de amigo namorado. Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés.
Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora.
Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face, durante o tempo que estamos por perto.
Falando em perto, não podemos esquecer dos amigos distantes. Aqueles que ficam nas pontas dos galhos, mas que quando o vento sopra, sempre aparecem novamente entre uma folha e outra. O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas.
Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. Mas o que nos deixa mais feliz é que as que caíram continuam por perto, continuam alimentando a nossa raiz com alegria. Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam com o nosso caminho.

Desejo a você, folha da minha árvore, PAZ, AMOR, SAÚDE, SUCESSO, PROSPERIDADE...
Hoje e sempre ... simplesmente porque: Cada pessoa que passa em nossa vida é única.
Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.
Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada.
Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso.

Coração

Era uma vez um homem centrado em suas verdades... Falava através do silêncio.
Mas na transparência e na quietude de suas palavras, feito canção que se compõe entre os olhares dos apaixonados, surgiam versos como surge o perfume das flores.
Ainda que existisse, tantas vezes se perguntava se ele era real.Amava por inteiro; Queria ser amado, mas sem exigir sentimentos.
Para ele, o amor só valia quando causava alegria. Era de um tanto delicado que perturbava aqueles que não sabem receber o amor. Porque não é simples recebê-lo.
Mas talvez perturbasse mais por não se deixar desvendar...
Era homem, feito anjo; sem asas, era anjo, feito homem. Sabia voar, a sua maneira, sabia fazer voar, através dos sentimentos que oferecia.
Talvez não fosse um homem, talvez nem fosse um anjo...
Certamente isso é uma fábula para quem não acredita em anjos ou em arco-íris ou mesmo em amor...
Não há um único nome. Existem vários. Aos homens, todos os outros homens, ele era, mesmo sem saber, uma parte de dentro de cada um.
Seu nome era CORAÇÃO.

Corações Calejados



Fala-se de mãos e pés calejados, mas pouco se fala de corações calejados.
Portanto ... quanta gente há por aí vivendo como se não fosse possível ter sentimentos porque um dia foram magoadas.
As pessoas mais duronas, que parecem indiferentes ao amor, carinho e ternura, são pessoas endurecidas pela vida.
São vítimas de uma dor que não souberam gerir.

Uma empresa mal administrada, vai a falência, um coração mal dirigido vai a ruína. Somos nós os gerentes de nossa vida.
A nós cabe as decisões importantes que conduzirão nosso caminho.
Você já experimentou andar com um sapato apertado?

No início a gente agüenta faz até cara bonita e se diz que depois vai amaciar. Mas isso nem sempre acontece e depois de algum tempo percebemos que, mesmos se as pedras no caminho podem fazer mal melhor mesmo é deixar esse sapato de lado, ainda que seja aquele que a gente tanto desejou e até se sacrificou para adquirir .

Há pessoas que calejam nosso coração.
Fazem parte da nossa vida e as amamos, mas nos fazem mal... tanto e tanto que acabamos fechando aos poucos as portas de nosso coração a outras possibilidades . Nos trancamos dentro dele e vivemos na escuridão da nossa própria sombra.

Não permita que alguém magoe seu coração a ponto de te deixar insensível. Não deixe de acreditar nas estrelas porque um dia as nuvens escuras encobriram seu céu.

Se seu coração está calejado, cuide dele com mais carinho ainda.
Que seja ele a transformar a atitude dos outros em relação a você e não ao contrário !

Se alguém que você ama só quer brincar com seu coração, talvez essa pessoa não mereça o amor que você sente.
E por mais difícil que seja guarde o seu coração das asperezas, não deixe que as decepções o endureçam .
Olhe em outras direções, dê uma chance aos que te querem bem e ao seu coração de ser cuidado com carinho que ele merece.

E você também!

Se for isso que você queria ouvir, o recado está dado.

Agora é com você...