domingo, 29 de junho de 2008

Carry You Home - (Tradução) James Blunt

Problema é o seu único amigo e ele está de volta novamente
Deixa seu corpo mais velho do que ele realmente é
E ela diz que é muito tempo que ele foi embora
Ninguém tem muito a dizer nessa cidade
Problema é o único caminho para baixo, para baixo, para baixo.

Tão forte como você estava mais facilmente você vai.
Estou vendo você respirar pela última vez
Uma canção para seu coração
Mas quando ele está em silêncio
Sei o que significa
E eu vou levar você para casa
Eu vou levar você para casa

Se ela tivesse asas ela voaria pra longe
E um outro dia Deus daria a ele
Problema é o único caminho para baixo, para baixo, para baixo.

Tão forte como você estava mais facilmente você vai.
Estou vendo você respirar pela última vez
Uma canção para seu coração
Mas quando ele está em silêncio
Sei o que significa
E eu vou levar você para casa
Eu vou levar você para casa

E todos eles nasceram bonitos em Nova Iorque essa noite
E alguma garotinha foi levada desse mundo hoje
Sobre o Star and Stripes (jornal americano)

Tão forte como você estava mais facilmente você vai.
Estou vendo você respirar pela última vez
Uma canção para seu coração
Mas quando ele está em silêncio
Sei o que significa
E eu vou levar você para casa
Eu vou levar você para casa

quarta-feira, 11 de junho de 2008

A história de um soldado

Adaptado de uma história do Dr. Ralph F. Wilson Cassius estava de pé em atenção diante do comandante da divisão do exército romano em Jerusalém. — Centurião! - vociferou o oficial - explique-se! Uma de suas tropas deveria estar guardando um túmulo, um defunto. Será que o trabalho era difícil demais? Agora ouvi dizer que o corpo sumiu. Confirme que se trata de um erro! — Senhor, posso ser franco e falar de soldado para soldado? - perguntou o centurião. Ele e o tribuno se conheciam há muito tempo, apesar do tribuno ser da nobreza e ele um mero plebeu. — Por favor, Cassius — disse o oficial um pouco mais delicadamente fazendo sinal para o centurião sentar-se. — Senhor, peço-lhe indulgência, pois esta história na verdade começou há várias semanas. - começou Cassius. — À vontade — disse-lhe o tribuno, já mais amável. — Desde que esse Jesus - aquele cujo corpo guardávamos no túmulo - começou a pregar em Jerusalém, achamos que ele fosse um revolucionário com intenção de incitar o povo com as Suas conversas sobre o reino de Deus. Mas meu senhor, fui ouvir o que Ele tinha a dizer e vi que Ele não era uma ameaça ao império romano. Milhares de pessoas sentavam-se embevecidos enquanto Ele falava sobre o Seu Pai, sobre amar o próximo, perdoar os pecados passados e começar uma nova vida. Foi fascinante. Ele o fazia sentir que se preocupava com você pessoalmente. — Continue, soldado - disse o tribuno apoiando o queixo na mão. Depois disso O vi quando recebemos ordens de vigiar a residência oficial do governador. A multidão estava ficando descontrolada. Pôncio Pilatos estava na poltrona para julgar e Jesus estava diante dele. Alguém o maltratara, senhor. — E o que você esperava, centurião? Prossiga. — Finalmente Pilatos pediu silêncio, declarando não encontrar crime nAquele homem. E depois disso tentou libertar Jesus, pedindo ao povo que escolhesse entre Barrabás - um criminoso e rebelde conhecido por todos — e Jesus. — E agora Barrabás está solto por aí. — Os judeus no Sinédrio gritavam para que ele matasse Jesus. “Crucifique-O! Crucifique-O!” E a turba começou a gritar também. Por um minuto houve um impasse, mas depois Pilatos pediu uma tina de água e começou a lavar as suas mãozinhas delicadas... — Centurião, não permitirei falta de respeito - disse o tribuno rispidamente. — Sim senhor. Mas sabe, Jesus era inocente, puro e simples. Ele apenas ofendera alguns sacerdotes poderosos. Mas quando Pilatos viu aonde aquilo ia dar ele deu para trás. Na minha opinião, Roma agia com base na lei e na justiça, não na conveniência. — Governar às vezes é um negócio sujo. - acrescentou o tribuno. — Ser soldado também, senhor. Obedecendo às suas ordens, parte da minha tropa teve que açoitar aquele homem. — Ah, mas eles até que gostaram! - disse o tribuno. - Se bem me lembro, aquele soldado bem alto... Publius, não é? açoitou-O feito um louco, as pontas metálicas do chicote acertaram as costas de Jesus até a pele esfarrapar e o sangue escorrer sem parar. — Foram poucas às vezes em minha carreira em que tive enjôo ao ver sangue - comentou Cassius - mas ver um inocente ser tratado com tanta crueldade... — Que eu me lembre você não os mandou parar quando O vestiram com aquele manto púrpura, deram-lhe um galho como cetro e colocaram na cabeça dele uma coroa de espinhos. Ah, eles se divertiram à beça. — Eu já crucifiquei muita gente, mas este homem era diferente - replicou Cassius. Ele não praguejou nem chorou. Depois da coça que Publius lhe deu Ele já estava quase morto, e caiu a caminho de Gólgota. — Caiu? — Ele estava fraco demais para carregar a cruz, então pegamos um cireneu forte que estava ali para carregá-la. Depois crucificamos Jesus. — Toda morte é igual. — Mas essa não foi - respondeu Cassius. - Nós o pregamos à cruz e a erguemos, mas jamais esquecerei a oração que Ele fez: “Pai, perdoe-os, porque não sabem o que fazem”. Senhor, eu fui o responsável pela morte dELe, e Ele me perdoou. — Você já é soldado há tanto tempo e agora vai ficar de consciência pesada, Cassius? — Aí, o ladrão que estava sendo crucificado ao lado dEle pediu para Jesus lembrar-se dele quando chegasse ao Seu reino. — Reino! Que reino?! - escarneceu o tribuno. — Ouça o que Ele respondeu: “Hoje você estará Comigo no Paraíso”. Incrível! Mais ou menos ao meio-dia o céu escureceu. Todos viram, e quando Ele gritou: “Meu Deus, Meu Deus, por que Me desamparaste?” todos nós sentimos um arrepio. Ele parecia o homem mais solitário do mundo, sozinho nas trevas. Ele mal falou até às três da tarde, quando então bradou quase que triunfante: “Está consumado!” E, se escutasse bem, O teria ouvido sussurrar: “Nas Suas mãos Eu entrego o Meu espírito”. — Naquele momento, a terra começou a tremer e surgiram fendas - relatou Cassius. - Eu fui parar no chão. Depois a escuridão começou a se dissipar. Tribuno, nós não crucificamos um homem qualquer... Ele era o Filho de Deus. — Umas poucas coincidências anormais e você já está dizendo que Ele era divino? Ele está mortinho, mortinho. — Não está não, senhor. — Como não? — Os principais sacerdotes e fariseus insistiram que Pilatos mandasse vigiar o túmulo para os discípulos de Jesus não roubarem o corpo. — Eu sei, fui eu quem autorizou. — Colocamos três vigias 24 horas por dia, com turnos de oito horas, segundo a norma. Lacrei o túmulo antes de começarem. Estava bem seguro. — Então que história é essa de que o corpo sumiu? — Sumiu mesmo, comandante. — Centurião, você é um homem morto! - gritou o tribuno levantando-se. Cassius levantou-se também, mas prosseguiu: — Mais ou menos às sete horas esta manhã, as três sentinelas chegaram correndo ao acampamento como se tivessem visto um fantasma, e gritando: “Centurião! Centurião! Ele está vivo!” Depois que se acalmaram, pedi-lhes que relatassem cada detalhe. — Segundo disseram, o seu turno começara ontem à meia-noite. Pelo que entendi eles passaram a noite em claro contando histórias sobre as namoradas em casa. Mas disseram que justo antes do alvorecer o jardim onde se encontra o túmulo ficou iluminado como se fosse meio-dia, e um anjo com vestes reluzentes como relâmpagos retirou a pedra que fechava o túmulo. Eles ficaram parados tremendo, e aí um deles - acho que foi Publius eles disseram — olhou dentro do túmulo. O corpo desaparecera, e as faixas que o envolviam estavam na mesa de calcário, todas enroladas. — Você quer que eu acredite nessa história? - perguntou o tribuno presunçosamente. — Eu os interroguei minuciosamente. Todos viram a mesma coisa. O corpo sumiu. — Eles devem ter caído no sono e inventaram uma história para se protegerem. — Eles são veteranos de batalha, senhor, não recrutas. Conheço esses homens. Além do mais, o senhor não acha que se os soldados estivessem dormindo teriam acordado com o barulho de pessoas tentando tirar aquela pedra imensa do lugar? Eles disseram a verdade, com certeza. — O que você espera que eu diga ao povo, centurião? Que Ele ressuscitou? — Não sei o que vai lhes dizer, tribuno, mas foi isso o que aconteceu. Ele está vivo. Estou dizendo, Ele está vivo! — Bem, talvez possamos relatar este pequeno incidente aos principais sacerdotes. Eles vão ter interesse em não divulgá-lo. Talvez até ofereçam um bom dinheiro para encobrirmos o fato. ... A partir de agora eu cuido desta situação, centurião. Você não viu nada e não sabe de nada, entendido? — Mas eu sei, e eu vi, tribuno. Não posso alterar os acontecimentos. Jesus está por aí vivo. Mais do que vivo. — Esqueça isso, Cassius. — Esqueça o senhor se puder, comandante. Mas com todo o respeito, garanto que Jesus está vivo, e isso muda tudo.