sábado, 26 de abril de 2008

quinta-feira, 17 de abril de 2008

O Amor e a Estrada!!!!

O AMOR E A ESTRADA
Comparem o amor á uma estrada que liga dois lugares distantes. No inicio, tudo é novo, o asfalto, a paisagem, as cidades que margeiam a rodovia, e as pessoas que vamos encontrando pelo caminho. Como tudo é novidade nas primeiras viagens, nós nos desligamos um pouco das responsabilidades e do bom senso e vamos apreciando a paisagem com aquele encantamento que quase nos cega, fazendo da viagem um roteiro até perigoso. Depois de algumas viagens, começamos a conhecer um pouco melhor essa estrada e os buracos começam á aparecer no asfalto, o mato começa a crescer nas laterais. O caminho começa a ficar mais "automático" que prazeroso, afinal de contas, você faz aquele mesmo caminho todos os dias, já sabe de cada curva, cada placa, cada quilometro e parece que não existem mais novidades de um ponto ao outro. A traição é comparada aos encantos de uma nova estrada que foi recapeada e tem algumas atrações diferentes, talvez uma cachoeira, um jardim, uma praia, mas no final dela, o mesmo e velho caminho nos espera. Por isso, o amor deve ter milhares de atalhos, assim como as estradas, para que possamos fazer viagens diferentes á cada dia. Nada é pior que uma estrada mal cuidada e sem atrativos. Outra coisa extremamente importante, tanto no amor, como na estrada, é a sinalização bem clara dos limites e regras que a viagem impõe. Ou seja, se você não coloca bem claro as suas regras, o respeito que você merece e não descobre e nem respeita os mesmos limites da pessoa amada, está claro que a sua viagem não vai muito longe. Nas estradas, quando você excede a velocidade limite, você fica sujeito a uma multa, seja pelo guarda ou pelo radar, ou até a um gravíssimo acidente que pode levar a morte. No amor, o excesso de velocidade, o desrespeito aos limites de cada um, leva a separação, a dor, a angústia e até a morte. Assim como a estrada que liga dois lugares distantes, o amor liga dois seres humanos as vezes tão opostos, tão diferentes que somente regras e placas bem definidas podem fazer com que a viagem tenha um final feliz. Pegue a sua estrada, digo, o seu amor e coloque ainda hoje as placas novas de sinalização, crie atalhos, coloque umas plantas na beira do caminho, transforme o velho em novo e com certeza, até pedágio você poderá cobrar. O preço? Que tal um milhão de beijos apaixonados?

A fecidade esta aqui!!!!

As pessoas se veêm direcionadas para tudo o que encontram na midia, hoje se fala do "the secrets" mas para nós o que é o segredo vemos que sempre estivemos envolvidos no segredo desde a atinguidade o homem busca por respostas, mas a resposta para o segredo e para a felicidade está em acreditar que viemos de um ser muito superior a nós, e que temos apenas uma missão para cumprir aqui até voltarmos novamente para Ele, o segredo está em conhecer Deus e o Filho e saber quem são eles para sabermos quem somos nós.Como naquela crônica, as pessoas estão atarefadas demais para a familia, para os amigos enfim para tudo aquilo que realmente importa em suas vidas, e qdo chega a hora percebem que não tiveram tempo para desfrutar das coisas que mais importam nesta vida, que são nossa familia,mas para que tudo isso seje concretizado precisamos de uma base sólida onde possamos depositar nossos problemas, nossas angustias, aflições e até mesmo aquilo que nos dá medo,e essa base sólida é Jesus Cristo ele é nossa base nosso alicerce, e um lugar para conhecermos melhor a Ele e o que tem de precioso para cada um de nós é no Livro de Mormon um outro testamento de nosso Salvador que pode ser encontrado na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, onde podemos ser ensinados que nossa familia pode ser eterna e que viemos com um propósito para esta vida.É um lugar onde podemos encontrar paz em nossas vidas.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

A felicidade esta no nosso presente

Como estou falando de felicidade como dizia o palestrante e Drº Roberto Shinyashiki "Quando as pessoas descobrem a beleza que carregam na alma, logo se dão conta das infinitas possibilidades de transformação que podem realizar em suas vidas. Ao olhar para dentro de si e descobrir sua força, deixam de viver como escravas e imediatamente assumem sua grandeza,abrindo a porta da gaiola onde vivem e voando por todo o universo.Não tenha medo de ser você.Talvez os outros digam que você é egoista,que só pensa em si mesmo, que antigamente fazia tudo para agradar e que agora mudou. Paciência, nem Cristo contentou a todos.Chegou a hora de assumir o comando de sua vida.

Uma crônica sobre o viver (Roberto Shinyashiki)

Era seu último dia de vida, mas ele ainda não sabia disso.
Naquela manhã sentiu vontade de dormir mais um pouco. Estava cansado porque na noite anterior fora se deitar muito tarde. Também não havia dormido bem.Tinha tido um sono agitado. Mas logo abandonou a idéia de ficar um pouco mais na cama e se levantou, pensando na montanha de coisas que precisava fazer na empresa.
Lavou o rosto e fez a barba correndo,automaticamente. Não prestou atenção no rosto cansado nem nas olheiras escuras, resultado das noites mal dormidas.Nem sequer percebeu um aglomerado de pêlos teimosos que escaparam da lâmina de barbear.
"A vida é uma sequência de dias vazios que precisamos preencher",pensou enquanto jogava a roupa por cima do corpo.
Engoliu o café e saiu resmungando baixinho um "bom-dia", sem convicção.Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida. Não notou que os olhos dela ainda guardavam a doçura de mulher apaixonada, mesmo depois de tantos anos de casamento. Não entendia por que ela se queixava tanto da ausência dele e vivia reivindicando mais tempo para ficarem juntos. Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da familia, não estava? Isso não bastava?
Claro que ele não teve tempo para esquentar o carro nem sorrir quando o cachorro, alegre, abanou o rabo. Deu a partida e acelerou.Ligou o radio, que tocava uma antiga canção do Roberto Carlos, "detalhes tão pequenos de nós dois..."
Pensou que não tinha mais tempo para curtir detalhes tão pequenos da vida. Anos atrás, gostava de assistir ao programa de Roberto Carlos nas tardes de domingo. Mas isso fazia parte de outra época, quando podia se divertir mais.
Pegou o telefone celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos. Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar. Ele relutou bastante:sabia que iria gostar muito de estar com o neto,mas não podia,naquele dia, dar-se ao luxo de sair da empresa. Agradeceu o convite,mas respondeu que seria impossível.Quem sabe no próximo final de semana?Ela insistiu, disse que sentia muita saudade e que gostaria de poder estar com ele na hora do almoço. Mas ele foi irredutível: realmente era impossível.
Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava totalmente lotada, e era muito importante começar logo a tender seus compromissos,pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com conversa fiada.
No que seria sua hora do almoço, pediu para a secretária trazer um sanduiche e um refrigerante diet. O colesterou estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte.
Começou a comer enquantou lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde.Nem observou que tipo de lanche estava mastigando.
Enquanto relacionava os telefonemas que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up. Mas ele logo concluiu que era um mal- estar passageiro, que seria resolvido com um café forte, sem açúcar.
Terminado o "almoço", escovou os dentes e voltou à sua mesa. "A vida continua", pensou. Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir.Nem tudo saía como ele queria. Começou a gritar com o gerente, exigindo que este cumprisse o prometido.Afinal, ele estava sendo pressionado pela diretoria. Tinha de mostrar resultados. Será que o gerente não conseguia entender isso?
Saiu para a reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador. Desceu as escadas pulando de dois degraus.Parecia que a garagem estava a quilômetros de distancia, encravada no miolo da terra, e não no subsolo do prédio.
Entrou no carro, deu a partida e, quando ia engatar a primeira marcha, sentiu de novo o mal- estar. Agora havia uma dor forte no peito. O ar começou a faltar... a dor foi aumentando...o carro desapareceu... os outros carros também ... Os pilares, as paredes a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo em que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem. Era como se o videocassete estivesse rodando em câmara lenta. Quadro a quadro, ele via a esposa, o netinho, a filha e, umas após outras, todas as pessoas de que mais gostava.
Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto? O que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã ? Porque não foi pescar com os amigos no último feriado? A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturba-lo : a do arrependimento. Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte, a da coronária entupida ou a de sua alma rasgando.
Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração, e de seus olhos escorreram lágrimas silenciosas. Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto... Queria... Queria... Mas não havia mais tempo...